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Insulina glargina oferece ação mais prolongada e pode reduzir risco de hipoglicemia

Endocrinologista explica diferenças em relação à NPH e os principais benefícios da insulina de ação prolongada para os pacientes

Insulina glargina oferece ação mais prolongada e pode reduzir risco de hipoglicemia

A insulina glargina apresenta ação prolongada, capaz de proporcionar uma cobertura mais contínua da insulina basal ao longo do dia

Data da publicação: 31/08/2026

Crédito da foto: Divulgação Ministério da Saúde


A insulina glargina, que passa a ser ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para públicos específicos, apresenta como uma de suas principais características a ação prolongada, capaz de proporcionar uma cobertura mais contínua da insulina basal ao longo do dia. A mudança da insulina NPH para a glargina, quando indicada pelo médico, pode trazer mais estabilidade ao controle glicêmico e maior comodidade para o paciente.

O endocrinologista Alberto Messias Alves Júnior explica que a diferença está principalmente no perfil de ação das duas insulinas. O médico destaca que a NPH é uma insulina de ação intermediária, com duração aproximada de 14 a 18 horas, enquanto a glargina apresenta ação prolongada. “A glargina tem uma duração mais estendida, de até 24 horas. A vantagem dela é que você consegue manter índices de insulinização ao longo dessas 24 horas”, explica o médico.



Mais estabilidade e menor risco de hipoglicemia

A mudança pode trazer benefícios especialmente para pacientes que apresentam maior risco de hipoglicemia (queda dos níveis de glicose), variações importantes da glicemia ou dificuldade para manter o controle adequado com a NPH.

O endocrinologista destaca ainda que, a glargina, por não apresentar um pico de ação pronunciado como a NPH, está associada a menor risco de episódios de hipoglicemia. Esse aspecto é especialmente importante entre crianças e idosos, grupos contemplados pela estratégia nacional.

“Com a insulina NPH, geralmente o paciente precisa fazer duas ou até três aplicações ao dia, enquanto a glargina é aplicada uma vez ao dia e oferece essa cobertura basal de aproximadamente 24 horas. Isso reduz o número de aplicações e traz mais praticidade e comodidade, além de permitir maior flexibilidade no horário de aplicação. Com a NPH, os horários precisam ser mais fixos; já com a glargina, o paciente pode definir, com orientação da equipe de saúde, um horário que seja mais conveniente para sua rotina e mantê-lo diariamente”, destaca o médico.

Para o médico Alberto Messias, essa redução do número de aplicações da insulina basal pode ainda facilitar a rotina e favorecer a adesão ao tratamento.

 

 

Com a NPH, o paciente tinha que fazer mais de uma aplicação ao dia - Divulgação Web


 

Texto: Vania Machado

Edição: Denis Rocha