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Palmas reforça prevenção e vigilância contra zoonoses durante todo o ano

Raiva, leptospirose, toxoplasmose, leishmanioses são algumas das doenças transmitidas por animais

Palmas reforça prevenção e vigilância contra zoonoses durante todo o ano

Vacinação antirrábica em cães e gatos é uma das formas de prevenção adotadas

Data da publicação: 06/07/2026

Crédito da foto: Divulgação Semus


As zoonoses são doenças infecciosas transmitidas naturalmente entre animais e seres humanos, podendo ser causadas por vírus, bactérias, fungos ou protozoários. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 60% do adoecimento humano têm origem animal, o que reforça a importância da prevenção e da vigilância contínua.

Em alusão ao Dia Mundial das Zoonoses, lembrado na segunda-feira, 6, a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), destaca as ações desenvolvidas pela Superintendência de Vigilância em Saúde para prevenir, monitorar e controlar essas doenças na Capital.

Entre as zoonoses mais conhecidas estão a raiva, leptospirose, toxoplasmose, leishmanioses (leishmaniose tegumentar e leishmaniose visceral humana), febre maculosa e febre amarela. Embora algumas sejam transmitidas diretamente por animais e outras por vetores, como os mosquitos, todas exigem ações integradas de vigilância, assistência e atividades de educação em saúde para conscientizar a população a reduzir os riscos de transmissão.

Em Palmas, a Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) atua de forma permanente na promoção da saúde e prevenção dessas doenças. O trabalho inclui vacinação antirrábica e castração de cães e gatos, encoleiramento canino, investigação e monitoramento de casos suspeitos em animais, testagem de zoonoses, controle de vetores e reservatórios, além de visitas domiciliares diariamente dos agentes de combate às endemias para reforçar os cuidados que a comunidade precisa adotar em casa.

 

Prevenção

O diretor da UVCZ, Reynaldo Soares, destaca que o trabalho da equipe vai muito além do atendimento às demandas da população. “A prevenção é o caminho mais eficaz para reduzir a ocorrência das zoonoses. Além do trabalho constante da equipe, o cidadão é um agente importante no combate das doenças. Quando cada um faz sua parte, como manter os animais vacinados e adotar medidas de prevenção no dia a dia, contribuímos para proteger não apenas a saúde individual, mas toda a coletividade”, enfatiza.

As equipes também realizam orientações em escolas, instituições e comunidades, reforçando medidas simples que fazem a diferença na prevenção, como cuidar da saúde dos animais de estimação e manter a vacinação em dia, evitar o acúmulo de lixo e água parada, usar repelente, utilizar equipamentos de proteção quando houver contato com água ou solo contaminados e procurar atendimento de saúde diante de sintomas suspeitos ou após acidentes com animais.

Além das ações voltadas à comunidade, a Vigilância Epidemiológica desempenha um papel fundamental ao promover a educação em saúde nas Unidades de Saúde da Famílias (USFs). O setor atua na atualização contínua dos profissionais sobre o manejo clínico dos pacientes e realiza o acompanhamento rigoroso dos casos de zoonoses, sejam eles notificados/suspeitos e confirmados, até que sejam descartados ou alcancem a cura completa.

 

Monitoramento

Um reflexo direto desse monitoramento é a queda considerável de novos casos confirmados de leishmaniose visceral, resultado da introdução do Plano de Ação para a Intensificação da Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral. Os números comprovam o avanço: em 2018, foram 279 casos suspeitos e 34 novos confirmados; após um período de subnotificação na pandemia em 2020 (122 suspeitos e 11 novos confirmados) e uma queda em 2022 (147 suspeitos e 9 casos novos confirmados); o ano de 2026 registra, até o momento, apenas 28 casos suspeitos e somente três novos casos confirmados da doença.

 

Parcerias

A Semus também tem uma parceria ativa com a Secretaria Municipal de Bem-Estar e Proteção Animal (Sebem), garantindo a castração de cães e gatos com foco na prevenção de doenças e promoção da saúde pública. Com a realização do procedimento, é possível ter um controle populacional e diminuir os índices de abandono dos animais, o que, consequentemente, reduz a proliferação de zoonoses (como raiva e leishmaniose visceral), previne mordeduras e acidentes de trânsito.

 

Texto: Gabriela Letrari

Edição: Denis Rocha