Curiosidade e novas descobertas marcaram a manhã desta quarta-feira, 2, os estudantes do 6º ao 9º ano da Escola de Tempo Integral (ETI) Monsenhor Pedro Piagem, situada na região norte da Capital. A escola promoveu um bate-papo sobre mulheres na ciência, com as professoras da rede municipal de ensino de Palmas, a doutoranda em educação Francijanes Alves e a doutora em linguagens Maria das Graças Alves.
No encontro que reuniu professores, equipe gestora e a comunidade escolar, as pesquisadoras citaram um pouco da história de mulheres cientistas reconhecidas no Brasil e no mundo e falaram sobre o que é ciência, como nasce uma pesquisa e a importância de investigar problemas reais da escola e da comunidade. As pesquisadoras também compartilharam suas próprias trajetórias acadêmicas, mostrando aos estudantes como começaram na pesquisa, os caminhos percorridos e a importância da produção científica.
De acordo com a diretora da ETI, Ivone de Sousa, o momento dos estudantes com as educadoras dialoga diretamente com o componente de Letramento Científico, presente na estrutura curricular das escolas de tempo integral da rede. “Mais do que uma conversa sobre ciência, o diálogo das especialistas com nossos alunos trouxe uma reflexão que chamou a atenção de todos eles, que toda descoberta começa com uma pergunta, e todo futuro pesquisador pode começar sua trajetória dentro da própria escola”, citou a diretora.
Novas referências
Para Francijanes Alves, falar sobre mulheres na ciência é também abrir caminhos para que novas gerações se reconheçam como capazes de ocupar espaços de produção do conhecimento. “Falar sobre mulheres na ciência é ampliar referências, romper estereótipos e mostrar aos nossos estudantes que sonhar, pesquisar, criar e transformar também são possibilidades para elas”, disse.
A doutora Graças Alves lembrou em sua fala que a ciência é construída por pessoas que fazem perguntas, investigam, erram, descobrem, publicam e compartilham conhecimentos. “Acredito que conhecer mulheres que atuam na pesquisa e ouvir suas histórias contribui para ampliar as possibilidades de futuro e desconstruir a ideia de que determinadas áreas do conhecimento são destinadas a um único gênero”, avaliou, elogiando o envolvimento da comunidade escolar com a atividade.

