A Fundação Cultural de Palmas (FCP), em parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT), realizou na noite desta segunda-feira, 15, a primeira edição da Sessão Insólita, no hall de entrada do Espaço Cultural José Gomes Sobrinho. A iniciativa integra as ações do projeto Orquestra Insólita e apresentou ao público uma proposta artística baseada na música experimental, na improvisação livre e na construção coletiva de experiências sonoras.
Coordenador e músico da Orquestra Insólita, o professor Leonardo Luigi Perotto destacou que o projeto é resultado de uma parceria iniciada em 2021. “Nós ensinamos a compor e improvisar ao mesmo tempo, mas não dentro dos parâmetros tradicionais. Trabalhamos com sons e ações sonoras, desenvolvendo processos criativos que envolvem aspectos técnicos, estéticos e de performance. É uma proposta construída coletivamente entre a Fundação Cultural de Palmas e a Universidade Federal do Tocantins”, explicou.
A apresentação teve como base a metodologia autoral SomAção, que articula pesquisa, extensão e criação artística colaborativa. Diferentemente dos concertos convencionais, a performance foi conduzida por meio de um baralho conceitual que orientou as interações musicais em tempo real, tornando cada momento único e imprevisível.
Para o co-diretor artístico da Orquestra Insólita e professor da UFT, Heitor Martins Oliveira, a atividade representa uma oportunidade de aproximar a população de uma linguagem musical pouco difundida. “O grupo representa a consolidação de um trabalho de anos explorando metodologias e colaborações nesse campo da música experimental. Nosso desafio é transformar toda essa pesquisa em uma experiência estética interessante e acessível para o público, mesmo sendo uma linguagem ainda pouco familiar para a maioria das pessoas”, afirmou.
Além da performance sonora, o público foi convidado a participar ativamente da experiência por meio da ação dos ‘Cronistas’, registrando impressões e percepções em cadernetas especiais. O material produzido passa a integrar o acervo de pesquisa da Orquestra Insólita, contribuindo para estudos sobre criação compartilhada e recepção artística.
