O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif), do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Krahô, localizado na 1304 Sul (Arse 131), realizou, nesta quarta-feira, 19, o Café com Direito à Conversa, com o tema ‘O papel da mulher na sociedade’, em alusão ao Agosto Lilás, em parceria com a Patrulha Mulher Segura, da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP). A iniciativa promoveu a conscientização sobre igualdade de direitos, prevenção da violência contra a mulher e enfrentamento ao preconceito e à discriminação.
“Foi um momento muito especial para nós da Patrulha Mulher Segura. A conversa no Cras trouxe uma reflexão importante sobre o papel da mulher na sociedade e a necessidade de quebrarmos preconceitos. A mulher pode ser o que quiser, de acordo com seus sonhos, interesses e habilidades. O mais importante é fortalecer sua autoestima, coragem e autonomia, incentivando-a também a romper com situações de violência”, afirmou a coordenadora da Patrulha Mulher Segura, Letícia Bordin.
A gerente do Cras, Maria Madalena Pereira, ressaltou a importância de criar espaços para acolhimento e troca de experiências. “A roda de conversa foi um espaço de diálogo, escuta e compartilhamento de vivências sobre o dia a dia das mulheres, contribuindo para fortalecer a voz feminina, ampliar o conhecimento sobre seus direitos e valorizar sua participação na sociedade”, disse.
A advogada da Sedes, Hozayra Holemberg, afirma que reconhecer as histórias e experiências individuais é essencial para a construção da autoestima e da autonomia. “Antes dos títulos que carregamos, existe a história e o valor de cada mulher. Mesmo diante do machismo e das situações que silenciam nossa voz, não podemos desistir de reconhecer nosso valor. Precisamos buscar nossa verdadeira identidade, valorizar quem somos e entender que a intolerância e a divisão não contribuem para uma sociedade melhor”, frisou.
A participante Kelly Cristina destacou os aprendizados proporcionados pela atividade. “Foi um encontro muito especial de troca de experiências e ensinamentos. Apesar dos desafios de exercer tantos papéis, nós, mulheres, merecemos respeito e somos referências para nossas famílias”, pontuou.
